CHEGA repudia chumbo do Voto de Protesto sobre violência e desproteção de professores na Escola Básica Bernardino Machado
A Comissão Política Concelhia do CHEGA de Vila Nova de Famalicão manifesta o seu mais profundo repúdio ao chumbo do Voto de Protesto apresentado na última Assembleia Municipal, relativo à grave situação de violência na Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Bernardino Machado, em Joane.
Chegaram ao conhecimento do CHEGA, através de docentes e assistentes operacionais, episódios de agressões de alunos a professores e assistentes operacionais, situações que, segundo os relatos, não estão a ser devidamente tratadas pela direção do agrupamento. Estamos perante a normalização da violência dentro da escola e a omissão deliberada de quem tem o dever de proteger os profissionais de educação.
É inaceitável que a alegada preocupação em preservar “boas estatísticas” se sobreponha à segurança dos professores, ao respeito pela autoridade em sala de aula e à verdade dos factos. A ausência de dados públicos claros sobre ocorrências disciplinares e segurança escolar levanta sérias suspeitas sobre a transparência da gestão do estabelecimento.
Importa ainda recordar que o diretor do agrupamento, José Manuel da Silva Moreira, assumiu publicamente posições políticas durante o período eleitoral, nomeadamente em apoio à candidatura de Mário Passos, o que exige um escrutínio ainda mais rigoroso da sua atuação enquanto responsável por uma instituição pública.
Os professores, que deviam estar focados em ensinar, encontram-se hoje desesperados, desprotegidos e abandonados. Quando os professores pedem ajuda, o poder político não pode virar a cara. O silêncio, a inação ou qualquer tentativa de abafamento tornam-nos cúmplices de uma realidade que não pode ser ignorada.
O Voto de Protesto do CHEGA propunha medidas concretas e urgentes:
- Manifestar o protesto formal face à gravidade dos factos reportados;
- Exigir a abertura imediata de um processo de averiguação independente;
- Recomendar a divulgação pública e transparente de dados relativos a ocorrências disciplinares e segurança escolar;
- Instar as entidades competentes a garantir, sem ambiguidades, a proteção dos professores e o respeito dentro das escolas.
A maioria na Assembleia Municipal optou mais uma vez por tapar o sol com a peneira e chumbar o voto, demonstrando indiferença perante a segurança dos profissionais de educação e a autoridade nas escolas.
O CHEGA não se cala. Exigimos que o Executivo Municipal e as entidades competentes tomem medidas imediatas para proteger os professores e acabar com a impunidade dentro das escolas. Uma escola onde há medo não é uma escola, é um problema. E este problema exige resposta. Já.
O CHEGA continua disponível para dialogar e apresentar soluções concretas com todos os grupos municipais, mas não aceitará mais silêncio nem omissão face à violência contra quem diariamente educa os nossos filhos.
